POR VIAS SEGURAS - Associação brasileira de prevenção dos acidentes de trânsito.
São muito elevados os números de vitimas fatais, de inválidos, e de feridos com lesões graves. A coletividade não pode deixar de se preocupar com as vítimas e com suas famílias, especialmente quanto às ações para efeito da re-inserção dos feridos graves na sociedade.
As estatísticas disponíveis não permitem discriminar os números de feridos leves, feridos graves, inválidos. A pesquisa feita pelo DNER em 1987 mostrava que a cada 100 pessoas removidas do local do acidente como feridos, 25 iriam ficar com lesões graves, ou com invalidez, ou falecer no mês seguinte. Se a mesma proporção se verificar no conjunto dos acidentes de trânsito que ocorrem no país, haveria, cada ano, mais de 100.000 pessoas com lesões graves ou inválidas. Isto dá uma idéia da magnitude deste problema.
Uma outra avaliação pode ser feita através das estatísticas da FENASEG referentes ao numero de indenizações pagas no âmbito do seguro obrigatório DPVAT:
| Média anual no período: | 2002-2004 |
| Mortes | 42.197 |
| Invalidez permanente | 26.668 |
| Assistência médica | 73.607 |
| Total | 142.472 |
Fonte: FENASEG, 25/09/2006
O atendimento hospitalar, a reeducação, a re-inserção na vida profissional, a assistência financeira e a proteção jurídica de tantas pessoas e tantas famílias são imensos desafios.
Documento de referencia:
Norma da ABNT: NBR60061/CB33: Gravidade das lesões sofridas por vítimas de acidentes de trânsito (06/1980)
A rede SARAH analisou estatisticamente 600 internações ocorridas nos seus hospitais de Brasília e Salvador em 1999 e 2000 em conseqüência de acidentes de trânsito.
Em São Paulo, de cada dez vítimas de paralisia, quatro se envolveram em acidentes de trânsito. As batidas de motos, de carros e atropelamentos agora são a principal causa de lesões na medula.
Acidentes de trânsito voltam a ser a primeira causa de lesão medular na AACD – Associação de Assistência à Criança Deficiente. Motociclista é a principal vítima.
Entre os feridos graves do trânsito, tem-se também os queimados, dos quais se fala pouco. Ao se ler na imprensa que um automóvel envolvido num acidente pegou fogo, porém que certos feridos sobreviveram, é preciso entender que estas pessoas poderão estar sofrendo, por toda a sua vida, seqüelas fisicamente e psicologicamente horrorosas.
A Organização Mundial da Saúde disponibilizou no seu portal um livro em língua inglesa sob o título:
Faces behind the figures: voices of road traffic crash victims and their families, com o seguinte comentário (tradução nossa):