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44.000 mortos no trânsito em 2003

Uma avaliação global incontestável: as estatísticas dos sinistros indenizados no âmbito do seguro obrigatório nos últimos quatro anos

Estatísticas do seguro obrigatório DPVAT

O seguro DPVAT

O seguro DPVAT foi criado por lei em 1974, com o objetivo de garantir às vítimas de acidentes causados por veículos, ou por suas cargas, indenizações em caso de morte e invalidez permanente, e de reembolso de despesas médicas. As indenizações do DPVAT são pagas independentemente da apuração da culpa, da identificação do veiculo ou de outras apurações desde que haja vítimas, transportadas ou não. A gestão do seguro DPVAT é de responsabilidade da FENASEG.

A FENASEG

A Federação Nacional de Seguros Privados e de capitalização, FENASEG, é uma associação sindical, para fins de estudo, coordenação, proteção e representação legal do setor de seguros.

Ela congrega os oito sindicatos de seguros privados, estabelecidos nos Estados da Bahia, Minas Gerais, Paraná, Pernambuco, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e São Paulo. Estão afiliadas ao sistema 143 empresas operando em seguros.

A FENASEG mantém estrutura autônoma, dotada de pessoal especializado, instalações específicas e todos os recursos necessários à gestão do seguro DPVAT.

Estatísticas

O balanço da arrecadação e do uso dos recursos é publicado anualmente no endereço:

www.dpvatseguro.com.br

Os números de sinistros pagos nos últimos anos foram os seguintes:

Ano de indenização do sinistro 2002 2003 2004 2005 2006
Sinistros de morte 37.018 34.735 34.591 55.024 63.776
Sinistros de invalidez permanente 16.280 16.929 22.391 31.121 45.635
Sinistros de despesas com assistência médica 41.306 56.087 61.538 88.876 83.707
Total 94.604 107.751 118.520 175.021 193.118

O ano de pagamento não corresponde necessariamente ao ano de ocorrência; o crescimento importante dos sinistros pagos em 2005 e 2006 corresponde, em parte, à liquidação de sinistros atrasados.

A FENASEG elaborou o quadro abaixo, discriminando os sinistros pagos durante estes cinco anos conforme o ano de ocorrência do acidente gerador do sinistro. O resultado foi o seguinte:

Ano de ocorrência do acidente 2002 2003 2004 2005 2006
Sinistros de morte 43.357 44.113 42.219 41.551 29.400
Sinistros de invalidez permanente 25.858 29.444 30.649 32.710 17.834
Sinistros de despesas com assistência médica 60.490 80.723 81.084 89.512 64.763
Total 129.705 154.280 153.952 163.773 111.997

Fonte: FENASEG, 2/03/2007.

Estes números são provisórios e tendem a aumentar, na medida das indenizações dos sinistros cujos processos estão atrasados. É especialmente o caso para os anos 2004 a 2006.

Esta fonte de informações sobre os números de vítimas tende a ser quase exaustiva, pois as indenizações do DPVAT são pagas independentemente da apuração da culpa, da identificação do veiculo ou de outras apurações.

Propomos tomar o numero de sinistros de morte do quadro acima como valor global da estatística nacional de vitimas fatais, com os seguintes comentários: existem acidentes que não são computados nesta estatística: não declaração do acidente, não identificação das vítimas, etc., mas, por outro lado, a pratica internacional é de computar somente os falecimentos ocorridos dentro de 30 dias após o acidente.

Nesta base, o número de vítimas fatais a ser considerado em 2003 seria de 44.000.

Complementos (08/08/2007)

Evolução das estatísticas do seguro DPVAT

Com referência à evolução do número de vítimas fatais, os totais de sinistros de morte por ano de ocorrência, indenizados respectivamente até 31/12/05 e 31/12/06, estão apresentados no quadro e no gráfico abaixo.

Sinistros de morte indenizados no âmbito do seguro DPVAT
Ano de ocorrência do sinistro 2002 2003 2004 2005 2006
Processos concluídos até 31/12/2006 43357 44113 42219 41551 29400
Processos concluídos até 31/12/2005 42721 43185 40685 39179  

Parece ter tido um aumento da ordem de 1,5% entre 2002 e 2003 e, em seguida, uma diminuição. Na realidade, parte da diminuição nos últimos anos se deve ao fato que é justamente nos anos mais recentes que subsistem processos de indenização não concluídos. A diferença de 4,5% entre 2003 e 2004 pode ser inteiramente devida a isto.

Não sabemos quantos sinistros ocorridos de 2002 a 2005 ainda não foram indenizados e, conseqüentemente, não podemos concluir se houve realmente uma tendência decrescente a partir de 2003. Teremos de esperar a publicação das estatísticas de 2007 para ter uma melhor visão da evolução entre 2003 e 2004.