POR VIAS SEGURAS - Associação brasileira de prevenção dos acidentes de trânsito.
(Atualizado em Novembro 2011)
As estatísticas do Ministério fornecem dados sobre os óbitos por causas externas. Estes óbitos são os que resultam de acidentes (inclusive os acidentes de transporte), agressões, suicídios, etc.
A última avaliação anual disponível do número de vítimas fatais dos acidentes de transporte através deste canal é de 38.470 em 2009. Dentro deste grupo, o número de vítimas fatais dos acidentes de trânsito é da ordem de 36.930, naquele ano.
As estatísticas do Ministério fornecem também dados sobre as internações por causas externas. A última avaliação anual disponível do número de internações decorrentes dos acidentes de transporte através deste canal é de 124.013 em 2007. Dentro deste grupo, o número de vítimas dos acidentes de trânsito é da ordem de 119.000, naquele ano.
Essas estatísticas têm a sua origem no DATASUS, banco de dados do Sistema Único de Saúde, acessível no portal do DATASUS. Um dos méritos deste banco de dados é a distribuição em faixas etárias de igual duração (5 anos), permitindo analisar a repartição dos acidentes em função da idade das pessoas envolvidas.
Os dados sobre as vítimas fatais e sobre os feridos encontram-se em dois bancos de dados diferentes
Tabelas apresentando o número anual de vítimas fatais por faixa etária e por grupo de causas, sendo um destes o grupo “Acidentes de transporte”, incluindo os Acidentes de Trânsito. Apresentamos em anexo estas tabelas referentes aos anos 1999 a 2009.
Observa-se uma redução do número de vítimas em 1998, em conseqüência da promulgação do novo Código de Trânsito e, posteriormente, a tendência ao crescimento, acompanhando o aumento da frota de veículos e uma tendência à estabilização no período de 2007 a 2009
Os números constando neste gráfico resultam das estatísticas do Sistema Único de Saúde e teriam de ser acrescidos de aproximadamente 35 a 40% para alcançar as estatísticas de sinistros de morte indenizados pelas seguradoras.
As faixas etárias mais afetadas são entre 15 e 34 anos, com um máximo entre 20 e 24 anos.
Observa-se, no período, um crescimento importante, entre 10 e 37%, em todas as faixas. Os maiores acréscimos se verificam entre 20 e 24 anos (31%) e entre 25 e 29 anos (37%).
Gráfico mostrando esta distribuição. O perfil desta curva é muito parecido com o perfil do gráfico de distribuição das vítimas por faixa etária: máximo entre 20 e 24 anos, decréscimo progressivo depois.
O índice de mortos é calculado em número de mortos por 100.000 habitantes.
O índice é praticamente constante de 20 a 70 anos, quatro vezes maior que na faixa de 0 a 14 anos. A diferencia entre estes dois grupos se deve à diferencia de exposição ao tráfego.Os adolescentes, entre 15 e 19 anos, aparecem numa situação intermediária.
O ano 2000 foi escolhido em função da coincidência com o censo demográfico realizado pelo IBGE.
Gráfico mostrando a evolução do número total de internações neste período.
A publicação SAÚDE BRASIL 2007, divulgada em 6/11/2008 pelo Ministério da Saúde, traça o perfil da mortalidade no país.
Complemento do "Mapa da Violência 2011: os jovens do Brasil" publicado em Fevereiro 2011.
Caderno publicado em Abril 2011 pelo Ministério da Justiça (Instituto Sangari), com base nas estatísticas do Ministério da Saúde