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Aula 14: Comportamento no trânsito

2a Edição, Fevereiro de 2010.

Os usuários não devem somente observar as regras do Código de Trânsito, mas devem também ser solidários.

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Objetivos de segurança rodoviária

Compreender que o Código de Trânsito é um conjunto de regras criadas com a finalidade de ordenar o comportamento dos usuários no trânsito.

Além de reconhecer e se submeter às regras, o usuário deve ter uma atitude positiva em relação às outras pessoas, praticando especialmente a tolerância.

Objetivos pedagógicos

Conhecer as características de um comportamento cidadão.

Aceitar e assumir atitudes condizentes com o conceito de cidadania.

O que o aluno deve saber

A rua é um espaço social onde é necessário respeitar regras.

Além de regras, é também fundamental respeitar os princípios básicos das relações humanas como a dignidade das pessoas, a igualdade de direitos, a participação e a co-responsabilidade sociais e a solidariedade.

O transporte solidário diminui o congestionamento, o consumo de combustível e a poluição, e reduz os acidentes.

Sumário

1. Apostar na cidadania

2. Reflexos a adquirir

3.Evitar brigas

1. Apostar na cidadania


O trânsito é feito pelas pessoas. E, como nas outras atividades humanas, quatro princípios são importantes para o relacionamento e a convivência social no trânsito.

O primeiro deles é a dignidade da pessoa humana, do qual derivam os Direitos Humanos e os valores e atitudes fundamentais para o convívio social democrático, como o respeito mútuo e o repúdio às discriminações de qualquer espécie, atitude necessária à promoção da justiça.

O segundo princípio é a igualdade de direitos. Todos têm a possibilidade de exercer a cidadania plenamente e, para isso, é necessário ter equidade, isto é, necessidade de aceitar as diferenças entre as pessoas para garantir a igualdade, o que, por sua vez, fundamenta a solidariedade.

Um outro é o da participação, que fundamenta a mobilização da sociedade para organizar-se em torno dos problemas de trânsito e de suas consequências.

Finalmente, o princípio da co-responsabilidade pela vida social, que diz respeito à formação de atitudes e a aprender a valorizar comportamentos necessários à segurança no trânsito, à efetivação do direito de mobilidade a todos os cidadãos e o de exigir dos governantes ações de melhoria dos espaços públicos.

Comportamentos expressam princípios e valores que a sociedade constrói e referenda e que cada pessoa toma para si e leva para o trânsito. Os valores, por sua vez, expressam as contradições e conflitos entre os segmentos sociais e mesmo entre os papéis que cada pessoa desempenha. Ser "veloz", "esperto", "levar vantagem" ou "ter o automóvel como status", são valores presentes em parte da sociedade. Mas são insustentáveis do ponto de vista das necessidades da vida coletiva, da saúde e do direito de todos. É preciso mudar.

Mudar comportamentos para uma vida coletiva com qualidade e respeito exige uma tomada de consciência das questões em jogo no convívio social, portanto na convivência no trânsito. É a escolha dos princípios e dos valores que irá levar a um trânsito mais humano, harmonioso, mais seguro e mais justo.

(Introdução do Manual de Direção Defensiva publicado pelo DENATRAN em 2005)


2. Reflexos a adquirir

Além de respeitar cuidadosamente as regras do trânsito, os usuários de todas as categorias devem adquirir alguns reflexos e instintos que os levem a agir de forma apropriada em qualquer circunstância. Dois reflexos são particularmente importantes:

Antecipar-se.

Proteger o mais vulnerável.


Antecipar-se

O Manual de Direção Defensiva do DENATRAN[1] define da seguinte maneira a direção defensiva:

Direção defensiva, ou direção segura, é a melhor maneira de dirigir e de se comportar no trânsito, porque ajuda a preservar a vida, a saúde e o meio ambiente. Mas, o que é a direção defensiva?

É a forma de dirigir que permite a você reconhecer antecipadamente as situações de perigo e prever o que pode acontecer com você, com seus acompanhantes, com o seu veículo e com os outros usuários da via.

Para isso, você precisa aprender os conceitos da direção defensiva e usar este conhecimento com eficiência. Dirigir sempre com atenção, para poder prever o que fazer com antecedência e tomar as decisões certas para evitar acidentes.

Reconhecer antecipadamente as situações de perigo e prever o que pode acontecer”, “prever o que fazer com antecedência e tomar as decisões certas para evitar acidentes” deve ser um desejo e um objetivo fundamental a cada usuário do trânsito que precisa alcançá-los a ponto de eles se transformarem em reflexo e ocorrerem de forma espontânea e automática, não somente com motoristas, mas também com pedestres, ciclistas e motociclistas.

[1] Este Manual, publicado em Maio 2005, não se encontra mais no portal deste órgão. Ele pode ser baixado no portal www.vias-seguras.com

Proteger o mais vulnerável

A desigualdade no trânsito entre as várias categorias de usuários já foi mencionada na aula sobre os pedestres. O Código de Trânsito leva isto em conta no seu capítulo sobre as normas gerais de circulação e conduta:

Artigo 29, XII, §2°:

Respeitadas as normas de circulação e conduta estabelecidas neste artigo, em ordem decrescente, os veículos de maior porte serão sempre responsáveis pela segurança dos menores, os motorizados pelos não motorizados e, juntos, pela incolumidade dos pedestres.

Sentir-se responsável pela segurança do pedestre que está andando ao longo da rodovia, da pessoa que quer atravessar a rua ao descer do ônibus, do ciclista que não tem faixa separada, do pedestre que atravessa correndo sob a chuva são as circunstâncias que levarão o motorista a se desviar, frear, eventualmente parar, esperar para ultrapasssar em condições seguras etc. Isto é um reflexo a adquirir e a manter vivo, permanentemente.

3. Evitar brigas

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Fazer ‘cara de paisagem’ evita brigas no trânsito, dizem especialistas

Não xingue, não ameace, nem faça gestos impróprios quando estiver irritado com outro motorista ou passageiro no trânsito. Esses deveriam ser os três mandamentos básicos das pessoas que circulam pelas vias de São Paulo, segundo especialistas em segurança entrevistados por nosso jornal.

“Faça cara de paisagem [ao ser provocado]”, recomenda o especialista em segurança, coronel José Vicente da Silva Filho para evitar brigas no trânsito. Segundo ele, uma simples briga em meio a um congestionamento pode acabar numa agressão física grave ou até mesmo em morte, caso uma das partes esteja armada. “A gente nunca sabe quem é o outro indivíduo e as coisas sempre evoluem para o pior”, diz.


Nem a Secretaria da Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP) nem a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) possuem dados sobre o número de brigas no trânsito.

Para Jorge Lordello, especialista em segurança e delegado de polícia licenciado, as pessoas devem pensar que na maioria das vezes o problema é causado sem intenção, por descuido ou imprudência do outro motorista. “Uma fechada pode ser um erro no trânsito e não algo feito para prejudicar”, afirma. Lordello indica ao motorista que jamais acelere o carro para provocar ou tirar satisfação de alguém que supostamente o afetou. “Se a pessoa vai atrás de você, feche o vidro e siga em frente, não dê atenção”, recomenda.


“[O problema é que] as pessoas se sentem proprietárias do espaço que estão ocupando no trânsito”, diagnostica o porta-voz do Comando de Policiamento da Capital, tenente Emerson Massera. Ele recomenda aos motoristas que cometem algum erro no trânsito, que peçam desculpas ao serem ofendidos pela pessoa prejudicada. “Quando um xinga e o outro pede desculpa, o que xingou se sente mal”, diz.

De acordo com o tenente, em geral, as pessoas que se envolvem nesse tipo de ocorrência estão sob estresse e acabam se alterando nestes momentos, mas na maioria dos casos não são pessoas agressivas.

Os especialistas são unânimes em afirmar que a buzina também é motivo de confusão no trânsito, pois as pessoas costumam usar o dispositivo para apressar motoristas e pedestres ou até mesmo para provocar o outro. “Ela funciona como se fosse um palavrão e pode provocar a ira dos outros. Buzina só deve ser usada para evitar situação de perigo no trânsito. Ela não resolve nada quando o trânsito está parado”, diz Lordello.


Acidentes

No caso de acidentes de trânsito, os nervos ficam mais aflorados e a possibilidade de haver discussões é maior. Para evitar isso, o motorista deve manter a calma e tentar tranqüilizar o outro, caso ele esteja nervoso, aconselham pessoas do setor.

Segundo os especialistas, o ideal é que as pessoas envolvidas troquem telefone, registrem a ocorrência e deixem para discutir as questões burocráticas referentes à batida no dia seguinte, quando o nervosismo do momento da colisão já tiver passado.

Quando ocorre de um dos envolvidos fugir do local, o melhor é não ir atrás. “Nunca se deve perseguir o outro. Você não conhece aquela pessoa, não sabe se ela está armada”, recomenda o coronel Silva Filho.

Lordello diz que o ideal é anotar tudo o que for possível sobre o outro carro, por exemplo placa, cor, modelo, e, depois, ir até uma delegacia registrar a ocorrência. “Depois você pode cobrar o prejuízo no juizado de pequenas causas”, explica.

G1 - RJ 20/04/2008



EXERCÍCIOS

1. Que nome se dá ao conjunto de regras que ordenam o comportamento dos usuários no trânsito?

2. O usuário deve conhecer e acatar as regras de trânsito, mas é fundamental que ele assuma também um “comportamento cidadão о”. O que significa isto?

( ) atitude passiva em relação às outras pessoas

( ) ser tolerante

( ) respeitar a dignidade dos outros

( ) reconhecer a igualdade de direitos

( ) não ser solidário

( ) responsabilizar-se sozinho pelos problemas sociais

( ) ajudar na promoção da justiça

3. Segundo o texto, o que é importante exigir dos governantes?

4. O comportamento no trânsito traduz os princípios e valores que o ser humano traz em si. Quais das atitudes abaixo você considera comprometidas com a ética?

( ) ser veloz

( ) ameaçar outro motorista

( ) fingir que não escuta quando xingado

( ) querer sempre levar vantagem

( ) evitar brigas

( ) ser esperto

( ) ser justo

( ) pedir desculpas por erro no trânsito

5. Quais os reflexos mais importantes para uma atitude apropriada no trânsito?

6. A direção defensiva é uma forma de dirigir que permite:

( ) reconhecer antecipadamente as situações de perigo.

( ) prever o que pode acontecer ao condutor e aos passageiros.

( ) reconhecer o bom motorista.

( ) consultar a previsão do tempo.

( ) alimentar-se bem para viajar.

( ) preservar a vida, a saúde e o meio ambiente.

( ) estabelecer corretamente a hora da chegada.

( ) prever o que pode acontecer com o veículo.

( ) prever o que pode acontecer com os pedestres e outros usuários da via.

7. Para que usuário é vital a direção defensiva?

8. Redija um pequeno texto esclarecendo o que significa “proteger o mais vulnerável”.

9. Quais deveriam ser os três mandamentos básicos de um motorista irritado com outro?

10. Quando alguém leva uma fechada no trânsito, na maioria das vezes a causa deve ser um erro de outro motorista ou algo feito de propósito para prejudicar a pessoa?

11. Por que é perigoso tirar satisfação com um desconhecido por um contratempo no trânsito?

12. Para que existe a buzina? Você acha que ela funciona com essa finalidade no trânsito?

13. Qual a atitude ideal dos condutores em caso de acidente sem gravidade?

palavras-chave: violência, comportamento, trânsito